O caso é chocante, mesmo para um concelho habituado a pressões demográficas fortes como Braga.
Um T3 em Braga recebeu cerca de 50 atestados de residência, situação que levou o vereador do Chega, Filipe Aguiar, a exigir uma resposta firme da Câmara.
O cenário descrito aponta para práticas de “camas quentes” — pessoas que pagam não por um quarto, mas por turnos numa cama partilhada.
Na reunião do executivo, Aguiar foi direto: “É incomportável meter meia centena de pessoas num T3. Tudo indica a existência de camas quentes”.
Para o vereador, o município não pode lavar as mãos nem limitar-se a agir como mero reenviado de papéis para a Autoridade Tributária, que “só vê impostos”.
A denúncia surgiu há 15 dias, feita pela Junta de S. Victor, que estranhou o volume anómalo de atestados. Aguiar acusa a Câmara de ter remetido o caso para a AT “de forma ligeira” e defende que o dossiê devia seguir também para o Ministério Público.
Confrontado, o presidente da Câmara, João Rodrigues, disse não conhecer o caso específico, mas garantiu que o município encaminha sempre estes processos para o MP quando justificado. Sublinhou ainda que os atestados de residência exigem “responsabilidade, seriedade e cuidado”.
A Junta de S. Victor suspendeu entretanto a emissão de novos atestados para o imóvel.




