A Associação Humanitária dos Bombeiros de Areosa/Rio Tinto enfrenta a mais grave crise operacional dos últimos anos.
Vinte e cinco dos 68 bombeiros operacionais entregaram formalmente, a 2 de janeiro de 2026, o pedido de passagem ao quadro de reserva. No total, representam 37% do efetivo ativo, um número que reduz de forma imediata a capacidade de resposta da corporação.
A tensão vinha a crescer desde 22 de dezembro, quando dezenas de bombeiros colocaram os capacetes no chão à porta do quartel, num protesto que ganhou projeção nacional.
Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, registou-se ainda a saída de bombeiros funcionários, com versões contraditórias: 10, segundo os operacionais, ou cinco, segundo a Direção dos Bombeiros de Areosa Rio Tinto.
Os voluntários dizem existir uma “discordância profunda” com o estilo de liderança do comandante Marco Martins, acusando o comando de ferir a dignidade da função e de criar um ambiente interno “insustentável”.
A Direção rejeita qualquer risco imediato no socorro às populações de Rio Tinto e Baguim do Monte, afirmando que os mínimos legais estão assegurados e acusa os manifestantes de alimentarem “alarme social injustificado”.




