O antigo presidente da Câmara de Esposende e atual presidente do IHRU, Benjamim Pereira, apresentou no Tribunal local uma queixa-crime por injúria e difamação agravada.
Em causa estão publicações recentes nas redes sociais que o responsabilizam pela morte de dois jovens, ocorrida em novembro de 2022, após um deslizamento de terras na freguesia de Palmeira de Faro.
O ex-autarca rejeita qualquer ligação à tragédia que vitimou Susana e Fábio, sublinhando nunca ter sido acusado nem arguido em processos relacionados.
Afirma que “todas as decisões tomadas enquanto presidente foram suportadas em pareceres técnicos e no cumprimento da lei“.
Benjamim Pereira considera que as imputações agora divulgadas ultrapassam os limites da crítica política e têm como objetivo atingir a sua reputação em plena campanha, uma vez que é candidato à Assembleia Municipal de Esposende.
Nas publicações em causa, Benjamim Pereira é acusado de ter autorizado um projeto urbanístico já recusado por razões de segurança. O antigo edil, e agora candidato do PSD à Assembleia Municipal de Esposende, garante tratar-se de “acusações falsas” e lamenta que nenhuma força partidária se tenha manifestado contra o que classifica como ataques pessoais graves.
Segundo o próprio, os crimes em questão podem implicar até cinco anos de prisão ou multa, agravados por envolverem um titular de cargo público.
O processo segue agora para apreciação judicial, que decidirá se estão em causa crimes de difamação, calúnia e ofensa ao bom nome.




