O candidato do Chega à Câmara Municipal de Esposende, Hélder Tenente, de 41 anos, acredita que o concelho precisa de ambição, visão e ação.
Natural de Lisboa e residente em Fão, Tenente trabalha na área da ferrovia e decidiu fixar-se em Esposende há vários anos, onde construiu família e raízes.
“Vim à procura de uma vida mais calma e encontrei um concelho com um potencial enorme”, afirmou, durante uma conversa no café XPraça, no centro da cidade.
Habitação e burocracia na mira
Hélder Tenente identifica a habitação como um dos principais problemas do concelho.
“É urgente desburocratizar a construção. Precisamos de um gabinete que acelere os processos e sirva o cidadão com rapidez”, defendeu.
O candidato propõe ainda uma revisão do PDM, incentivo à parceria público-privada e criação de programas municipais para habitação jovem, à semelhança do que existe em Lisboa.
“Esposende é o concelho mais caro por metro quadrado do distrito de Braga. A Câmara tem de intervir socialmente, garantir habitação acessível e evitar que o concelho se torne apenas um destino de luxo”, sustentou.

Três medidas prioritárias
- Auditoria forense às contas da autarquia, “para saber o que realmente se encontra”.
- Criação do gabinete de aceleração de projetos de construção.
- Dinamização da zona ribeirinha e reforço da segurança.
A segurança, diz, “é um tema essencial” e uma das bandeiras do Chega.
“Queremos videovigilância nas praias e uma Polícia Municipal. Este sempre foi um pilar do partido e da nossa visão de sociedade”, afirmou.
Ferrovia, mobilidade e visão de futuro
Com experiência profissional no setor ferroviário, Tenente defende que a ligação do metro à Póvoa deve ser estendida até Esposende. “Tudo é viável, basta querer. Se outros concelhos conseguiram, nós também conseguimos”, disse.
Aponta ainda para a necessidade de um sistema municipal de transportes públicos — “o Esposende Transportes Urbanos (ETU)” — com autocarros elétricos gratuitos para idosos e estudantes. “A mobilidade sustentável deve ser uma prioridade”, reforçou.
Crescimento, desporto e turismo
Para o candidato, Esposende tem de “pensar em grande” e deixar de viver “apenas de pequenas obras”. Quer um centro de alto rendimento para a canoagem, mais eventos desportivos e uma aposta clara na promoção externa. “Faltam hotéis, faltam infraestruturas, falta marketing. O concelho precisa de uma imagem forte, como têm Barcelos ou a Póvoa de Varzim”, afirmou.

Unir o concelho
Tenente apela ao fim das divisões internas entre freguesias: “Devemos ser bairristas nas marchas e nas festas, mas unidos no desenvolvimento. Todos têm de trabalhar pelo bem comum.”
Sobre a sua vida pessoal, descreve-se como um homem de família e de causas. Vive em Fão com a mulher e dois filhos “de gema esposendenses”. Foi militar, é apaixonado por animais e tem uma cadela chamada Kira, “resgatada de uma ninhada abandonada”. “O que falta às pessoas e aos animais é o mesmo: carinho, educação e empatia.”
As prioridades do Chega
Os pilares da candidatura são claros: segurança, habitação, educação, saúde e transportes.
“Faltam creches, faltam clínicas, faltam transportes. É preciso equilibrar o público e o privado e dar condições às famílias para se fixarem”, resumiu.
“Mesmo que não votem em mim, quero servir todos. O objetivo é mudar o paradigma e fazer Esposende crescer.”



