O presidente do SC Braga, António Salvador, reagiu esta segunda-feira ao empate (1-1) em Alvalade com críticas duras à arbitragem e acusações de manipulação mediática no futebol português.
Num comunicado oficial, o dirigente pede “critérios claros e objetivos” e alerta para um “terrorismo comunicacional indissociável de três clubes”.
Críticas à incoerência das decisões de arbitragem
Salvador começou por apoiar as queixas do treinador Carlos Vicens, que após o jogo apontou a incoerência dos árbitros. O presidente recorda o encontro em Guimarães, onde o VAR Rui Costa interveio para assinalar uma grande penalidade “por um agarrão irrelevante para a jogada”. No entanto, em Alvalade, acusa a VAR Cláudia Ribeiro de ignorar lances idênticos — com Maxi Araújo e Hjulmand a travar adversários dentro da área — mostrando “confusão entre arbitragem e arbitrariedade”.
Apesar de reafirmar “confiança na estrutura e nos árbitros”, Salvador exige coerência, também no capítulo disciplinar, citando as não expulsões de Morita e Debast como exemplos de decisões erradas. Pede que a nova política de comunicação da arbitragem seja acompanhada “por mais rigor e critério”.
“Terrorismo comunicacional” e crítica à FPF
O líder bracarense acusa três clubes — sem os nomear — de promoverem um “terrorismo comunicacional” que condiciona árbitros e vídeo-árbitros. Diz que o ambiente “piorou” e que o debate público “recuou décadas”, agora centrado “na contabilidade dos vermelhos, dos verdes e dos azuis em cargos de poder”.
Apela à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para agir “com mão firme” perante o que considera “desordem instalada”. Caso contrário, avisa, a FPF será “corresponsável pela crescente toxicidade” do futebol nacional.
Defesa da competitividade e alerta à Liga
No último ponto do comunicado, Salvador aponta o desequilíbrio competitivo e a sobrecarga de jogos. Recorda que o SC Braga, 4.º classificado na última época, iniciou a temporada a 17 de junho e já soma 16 jogos oficiais — “o dobro da maioria dos clubes da Liga Betclic”.
Critica o atual 7.º lugar de Portugal no ranking UEFA, que obriga equipas como o Braga a percursos longos para chegar às competições europeias, e diz que “a perda de valor do futebol português” é evidente.
Conclui apelando à Liga Portugal para transformar a “Meta 2028” em ação concreta.




