E24

Esposende: O som não engana. Do Alentejo até terras de Cávado a “amolar”

É uma das artes em vias de extinção em Portugal, mas por estes dias pode ser vista e ouvida em Esposende. Fábio Lourenço é alentejano de Ponte de Sôr e é amolador ambulante.

A “arte” começou no trisavô e foi passando até chegar “aos beiços” e mãos deste alentejano de 33 anos natural de Ponte de Sôr.

A viver em Campo Maior, Fábio decidiu pegar na bicicleta com o esmeril e percorrer o país. Está por Esposende, onde surpreende na cada ruela e faz as delícias dos mais antigo, outros tempos onde a harmonia dos amoladores anunciava o inverno.

“Já tinha saudades de ouvir isto. Eles passavam por Esposende e era sinal de que vinha aí o tempo de inverno. Já não via e ouvia um amolador há muito tempo”, refere Mariano Carneiro, enquanto tira fotografia ao trabalho de Fábio e detalhes da bicicleta.

Bicicleta essa que atravessou várias cidades – Lisboa, Coimbra, Porto – e trouxe Fábio até ao Minho. Pelo meio ainda conheceu a companheira em Penafiel que o segue para todo lado.

amolador fábio

“Tem havido algum negócio. As pessoas ficam surpreendidas, pois já não viam um amolador ambulante há muitos anos. Tem sido uma aventura”, diz Fábio ao E24, enquanto Isabel Graça corta a conversa para dizer que ali tem duas tesouras para afiar.

“Essa é chinesa e está toda empenada”, destaca.

Em pouco minutos o amolador alentejano resolve, e as tesouras voltam a ter vida, a troco de cinco euros.

“É o preço para tudo. Seja guarda-chuvas, facas, tesouras”, afirma Fábio Lourenço, enquanto volta a pagar na “melodia de beiços” e percorre o centro da cidade de Esposende.

amolador fábio

 

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