Do combate à solidão dos idosos à reabilitação com Inteligência Artificial, o programa ÍMPARES selecionou oito organizações de impacto social para um processo de aceleração de 12 meses.
O objetivo é transformar ideias brilhantes em soluções sustentáveis e de larga escala em Portugal.
De um universo de 122 candidaturas, a Fundação Ageas e a CUF escolheram os oito projetos que vão agora receber mentoria especializada e preparação para investimento. A iniciativa surge num momento em que Portugal se prepara para mobilizar 200 milhões de euros para a inovação social até 2030.
As 8 soluções que vão marcar 2026:
Os projetos selecionados tocam em áreas críticas como saúde mental, mobilidade e habitação:
Braining: Usa Realidade Virtual e IA para ajudar na reabilitação de doentes que sofreram um AVC.
VEM – Mobilidade com Dignidade: Um serviço de “Uber humano” que acompanha pessoas com dificuldades de mobilidade.
UNE-IDADES: Plataforma que une seniores e estudantes para partilha de casa, combatendo a solidão e a crise na habitação.
Lira: Apoio especializado a mulheres neurodivergentes (como autismo ou TDAH).
Cuidadores: Focado no bem-estar de quem cuida de familiares doentes.
DAT – Dance, Arts & TangoTherapy: Utiliza o Tango como terapia para inclusão e saúde.
iMAGINE by DiVERGE: Focado na empregabilidade e inclusão de jovens adultos.
NoCode Institute: Ensina competências digitais e IA a pessoas sem formação técnica.
“Sem escala não se resolvem problemas”
Para João Machado, Presidente da Fundação Ageas, o critério de escolha foi claro: a capacidade de estes projetos crescerem e chegarem a mais pessoas. “Todos eles são escaláveis e pertinentes”, sublinha.
Também Mariana Ribeiro Ferreira, da CUF, reforça que a união de competências entre diferentes setores é o que permite transformar “bons projetos em respostas sociais sustentáveis”.
Para projetos como o VEM, a meta para o próximo ano é ambiciosa: realizar mais de mil missões por mês e preparar o salto para a internacionalização.




