Vários empresários ligados ao setor automóvel e à construção civil foram detidos numa operação conjunta da Autoridade Tributária e Aduaneira e da Unidade de Ação Fiscal da GNR que decorreu em Esposende, Barcelos, Vila Verde, Lousada e Póvoa de Varzim.
Estão indiciados por fraude fiscal qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
A investigação apura um esquema de faturas falsas que terá causado um prejuízo de cerca de 5ME de euros ao Estado, em sede de IVA.
Segundo as autoridades, os suspeitos deduziam imposto sem o entregar integralmente, beneficiando de valores significativos que não foram canalizados para os cofres públicos.
Em Esposende, a intervenção passou por aldeamento nas Marinhas, assim como no centro da cidade junto aos Bombeiros Voluntários de Esposende.
Em Barcelos as buscas passaram por Abade de Neiva e em Arcozelo, tendo como alvo empresário patrocinador de vários modalidades desportivas.
Também foram realizadas diligências em Vila Verde e Lousada, além de uma operação internacional no Brasil, onde se encontra um dos principais suspeitos.
Foram recolhidos documentos, imagens e outros elementos de prova, após meses de vigilância e escutas telefónicas autorizadas pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto, no âmbito de um processo dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal do Norte.
As autoridades confirmaram ao E24 que “parte significativa da investigação incidiu sobre atividades comerciais relacionadas com stands de automóveis e pequenas construtoras“.
O esquema, segundo os investigadores, permitia a circulação de faturas fictícias que suportavam deduções indevidas de IVA, ocultando ainda fluxos financeiros de origem ilícita.
Os detidos deverão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto durante os próximos dias, para aplicação das medidas de coação.
As autoridades confirmam que ainda “decorrem várias diligências” sendo que no dia de hoje ou nos próximos podem vir a público mais informações do caso.
Um dos suspeitos está “alegadamente” fugido no Brasil
Nuno Silva é um dos nomes deste processo. Natural de Braga e residente em Esposende, “Vidrinhos”, assim é conhecido, acumula três penas de prisão efetiva, incluindo seis anos e dez meses por phishing em Braga e Famalicão, além de outras duas de cinco anos e de quatro anos e oito meses.
Entre os casos mais mediáticos está a clonagem de cartões que terá rendido 200 mil euros, transferidos para o Brasil.
Nuno Silva, já muito referenciado pelas autoridades policiais, surge neste caso como peça central.




