Focos de fogo em mato obrigaram a forte resposta no terreno durante a noite de segunda-feira e madrugada de hoje.
A noite desta segunda-feira ficou marcada por vários incêndios em zonas de Braga e Vila Real, com dezenas de operacionais mobilizados em diferentes frentes, num cenário que voltou a levantar alertas para o risco elevado em áreas de mato.
Uma das ocorrências mais recentes foi registada em Vieira do Minho, na zona de Tabuaças, onde o alerta foi dado às 20h37. O incêndio entrou em fase ativa (“em curso”) pelas 22h00, mobilizando um total de 23 operacionais e 8 meios terrestres, sem recurso a meios aéreos.
Terras de Bouro com grande mobilização
Também no distrito de Braga, em Valdosende, Terras de Bouro, o incêndio teve início ainda mais cedo, pelas 18h04, obrigando a uma resposta mais musculada. No terreno estiveram 38 operacionais apoiados por 11 viaturas.
A situação evoluiu ao longo da noite, passando por várias fases até ser considerada em resolução e posteriormente dada como concluída já depois da meia-noite, pelas 00h20.
Vila Real com múltiplos focos ativos
No distrito de Vila Real, registaram-se pelo menos dois incêndios em simultâneo.
Em Montalegre (Cabril, Chelo), o alerta foi dado às 21h31, com 16 operacionais e 5 viaturas no combate às chamas. Já em Mondim de Basto (Ermelo e Pardelhas), o incêndio começou às 21h37, mobilizando 9 operacionais e 2 meios terrestres, mantendo-se ativo durante várias horas.
Ambas as ocorrências tiveram origem em zonas de mato, cenário típico nesta altura do ano, onde a combinação de vegetação seca e condições atmosféricas favorece a rápida propagação das chamas.
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Sem meios aéreos e foco na contenção
Em todos os incêndios registados não houve necessidade de mobilizar meios aéreos, com o combate a ser assegurado exclusivamente por equipas no terreno.
Apesar da dimensão dos meios envolvidos, não há registo de vítimas ou danos em habitações até ao momento.
Alerta mantém-se
A sucessão de ocorrências em poucas horas reforça a necessidade de vigilância e prevenção, sobretudo em zonas florestais e rurais. As autoridades continuam a acompanhar a evolução no terreno e apelam à população para evitar comportamentos de risco.
Com o aumento das temperaturas e a aproximação dos meses mais críticos, o cenário vivido esta noite pode ser um sinal claro do que está por vir.




