O pacote laboral do Governo tornou-se o bode expiatório de uma narrativa de esquerda que ignora a realidade.
Se a maioria de quem protesta são os agitadores de sempre, então saibam: este pacote é exatamente o que Portugal precisa.
O Partido Socialista e o seu arco de esquerda — Livre, Partido Comunista Português, Bloco de Esquerda e PAN — mais uma vez demonstram total irresponsabilidade ao tentar travar uma reforma elementar que permitirá ao país atingir um novo patamar.
Para isso, o PS utiliza a narrativa do medo e do coitadismo, recorrendo ao populismo de esquerda, enquanto tenta com isso reerguer-se do terceiro lugar que lhe foi conferido no Parlamento nas últimas eleições legislativas.
Talvez o tema da reforma laboral seja o mais importante e sensível a ser debatido esta terça-feira entre André Ventura e António José Seguro. Um debate que não pode aceitar respostas vagas, mas sim clareza sobre a posição de cada candidato, pois vamos ver como reagirão as esquerdas e outros apoiadores de Seguro ao seu candidato; mas também ficará claro se André Ventura quer, efetivamente, combater o socialismo, como afirma.
Mas voltando à questão da reforma laboral:
Portugal possui um dos mercados de trabalho mais regulados da OCDE. Regras excessivamente rígidas transformam decisões empresariais em processos jurídicos complexos, travando investimentos e mantendo o crescimento aquém do seu potencial.
O pacote laboral proposto prevê redução da rigidez nos contratos de trabalho temporários e permanentes, facilitação da negociação coletiva em setores estratégicos, medidas de proteção para trabalhadores vulneráveis, incentivos à criação de emprego jovem e apoio à reconversão profissional.
Atualmente, os números não mentem: taxa de emprego de 74,1%, acima da média da OCDE; desemprego em mínimos históricos de 6%; crescimento económico de 2,3%; dívida pública a cair para 87,8% do PIB; e inflação controlada em 2,1%. Portugal está a avançar, mas é necessário implementar as reformas se quisermos aumentar salários através da produtividade: a única forma saudável de crescimento, enquanto alguns insistem em regressar ao socialismo do passado.
Quando as coisas correm bem, é exatamente nesse momento que devemos investir 100% do nosso esforço, pois as conjunturas podem mudar rapidamente.
A lógica histórica do PS sempre foi a do “não mexe” ou do imposto: se algo vai funcionando, empurra-se com a barriga; se funciona e cheira a dinheiro, aplica-se mais carga fiscal. E agora, o Partido Socialista, irresponsavelmente e sem qualquer ambição de tornar o país mais rico, alimenta a cantilena sindicalista que ecoa em manifestações vazias.
A CGTP convocou greves e “novas formas de luta” para 28 de fevereiro, em Lisboa e Porto, após reuniões com o Governo que consideraram “infrutíferas”. Claro, alguém alguma vez viu os sindicatos felizes? Talvez apenas se o PCP estivesse no Governo e transformasse o país numa ditadura cubana.
Eles rejeitam tudo e exigem a retirada total. Obviamente, quem sofre com estas “novas formas de luta” sabemos quem é: quem trabalha e usa os transportes públicos nas cidades.
Portanto, aos sindicatos bolcheviques e críticos de conveniência: vejam os dados, olhem para a realidade. Quando a maioria que protesta não tem um único dia de trabalho, a contestação transforma-se em palhaçada. Este pacote acerta no alvo: menos amarras, mais oportunidades para quem produz, cria emprego e mantém Portugal a crescer.




