Jorge Monteiro, de 29 anos, estava em serviço e regulava o trânsito devido ao incêndio de um camião quando foi atingido por um automóvel
Um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), natural de Fafe, morreu depois de ter sido atropelado por um veículo ligeiro quando se encontrava a regular o trânsito no IC2, no concelho de Alcobaça.
Jorge Monteiro tinha 29 anos e prestava serviço no Destacamento de Trânsito de Leiria. O atropelamento ocorreu cerca das 23h20 de sexta-feira, 10 de julho, ao quilómetro 88 do IC2, junto à localidade de Redondas, na freguesia de Turquel.
O militar encontrava-se no local a controlar e a sinalizar a circulação rodoviária na sequência do incêndio de um camião quando foi colhido por um automóvel. Apesar da intervenção dos meios de socorro, não foi possível reverter a gravidade dos ferimentos, tendo o óbito sido declarado no local.
O condutor do veículo não permaneceu inicialmente no local do atropelamento. Segundo as informações divulgadas, acabou por regressar pouco depois e apresentou-se às autoridades, tendo sido detido.
O homem foi submetido ao teste de alcoolemia, que revelou uma taxa superior a 1,2 gramas de álcool por litro de sangue. Este valor constitui crime de condução de veículo em estado de embriaguez.
As circunstâncias exatas em que ocorreu o atropelamento estão agora a ser investigadas pelas autoridades competentes. O acidente obrigou ao corte da circulação no IC2 durante as operações de socorro, realização de perícias e remoção dos veículos envolvidos.
A morte de Jorge Monteiro causou consternação na GNR e no concelho de Fafe, de onde o jovem militar era natural. A Guarda publicou uma mensagem de pesar, apresentando condolências à família, aos amigos e aos colegas do militar, que perdeu a vida enquanto cumpria uma missão de segurança rodoviária.
O Ministério da Administração Interna também lamentou publicamente a morte do militar do Destacamento de Trânsito de Leiria, destacando que Jorge Monteiro perdeu a vida no exercício das suas funções.
O caso permanece sob investigação, devendo o condutor detido ser presente às autoridades judiciárias para interrogatório e aplicação das respetivas medidas de coação.




