Um professor de Educação Moral e Religiosa, condenado a oito anos de prisão por 62 crimes de abuso sexual de menores, voltou a ser colocado numa escola pública.
O caso remonta a Vila Nova de Famalicão, onde, na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, o docente abusou de alunos entre os 15 e os 17 anos durante aulas de Moral e nos ensaios do grupo de teatro que criou.
O professor encontra-se atualmente de baixa médica, motivo pelo qual não está a lecionar. Questionado sobre a situação, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu que, mesmo que o docente regresse, “não terá qualquer contacto com os alunos”, sublinhando que cabe às escolas assegurar essa separação.
O governante lembrou ainda que “todos os anos são exonerados professores e pessoal não docente por este tipo de problemas” e reforçou que os diretores estão obrigados a impedir qualquer ligação entre condenados e estudantes.
“Estas pessoas estão sinalizadas e qualquer diretor sabe que não pode haver contacto com crianças”, disse.
Fernando Alexandre destacou também que a descentralização deu maior responsabilidade às escolas na gestão destes casos.




