Braga poderá estar a entrar numa nova fase de posicionamento urbano, económico e estratégico ligada à chamada “Economia Feminina”, conceito associado ao peso económico das mulheres nas decisões de consumo, investimento, inovação e desenvolvimento das cidades.
No momento em que Braga recebe as “Semanas da Economia 2026” – uma iniciativa que reúne empresários, investidores, universidades, instituições e diferentes agentes ligados ao desenvolvimento económico da cidade – a Economia Feminina tem vindo a ganhar nova expressão. Disso mesmo é demonstrativo o projeto “Woman Tower”, previsto para a zona de Ferreiros e Lomar, no âmbito da UOPG 25.
Promovido pela Women – Investimentos Imobiliários, S.A. e pelo Grupo Arlindo Correia, liderado por Filipe Correia, encontrando-se associado ao recente enquadramento urbanístico criado pelo novo Plano Diretor Municipal de Braga, que passou a viabilizar construção em altura e novas abordagens de desenvolvimento urbano.
Segundo nota de imprensa dos promotores, as mulheres influenciam atualmente cerca de 85% das decisões de consumo mundial e movimentam mais de 31 triliões de dólares por ano, abrangendo setores estratégicos como habitação, tecnologia, educação, saúde, comércio, serviços, inovação e empreendedorismo.
O conceito de “Economia Feminina” que já foi proposto ao Munícipio por Filipe Correia para integrar as políticas municipais, defendem, começa progressivamente a ganhar relevância internacional como novo eixo de desenvolvimento económico, inovação territorial e posicionamento competitivo das cidades.
“Dizem que a Economia Feminina é provavelmente uma das maiores forças económicas do mundo ainda não integradas estrategicamente pelas cidades e pelos modelos tradicionais de desenvolvimento”, refere Filipe Correia.
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O comunicado divulgado pelo grupo sustenta que Braga reúne atualmente condições para assumir posicionamento e liderança nesta nova discussão internacional, associando essa possibilidade ao novo enquadramento do PDM, à expansão urbana da cidade e à criação de projetos estruturantes ligados à inovação, investimento e empreendedorismo feminino.
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A “Torre das Mulheres”, cuja visão e enquadramento urbanístico estiveram igualmente associados à discussão e evolução das novas abordagens de construção em altura no contexto do novo PDM de Braga, é apresentada como uma futura infraestrutura estratégica de natureza económica, tecnológica, urbana e simbólica, associada à criação de novos ecossistemas de investimento, capacitação, conhecimento e posicionamento internacional para Braga.
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Segundo documentação anteriormente remetida ao Município de Braga, o conceito integra ainda componentes ligadas ao empreendedorismo feminino, inovação territorial, ecossistemas digitais, investimento de impacto, sustentabilidade e criação de novos clusters económicos associados às mulheres.
O Grupo Arlindo Correia associa igualmente esta visão ao desenvolvimento estratégico da zona sul da cidade desde 2019, onde possui ativos relevantes e contratos urbanísticos associados à UOPG 25, defendendo a viabilização e aceleração de projetos empresariais, industriais, tecnológicos e ecológicos ligados à expansão urbana daquela zona da cidade.
Apesar das “vicissitudes e desafios burocráticos ainda existentes”, os promotores afirmam que já se encontram em curso diferentes análises, contactos, aproximações empresariais e institucionais e articulações estratégicas ligadas à “Economia Feminina”, à “Torre das Mulheres” e às oportunidades económicas e urbanísticas associadas ao projeto.
Segundo o comunicado, existem igualmente já previstos novos momentos de apresentação, diálogo e reflexão estratégica no contexto do Município de Braga e dos contratos de urbanização associados ao grupo e ao Municipio, verificando-se uma “crescente sensibilidade e convergência transversal” relativamente à importância da Mulher, do empreendedorismo feminino e da “Economia Feminina” no futuro económico e competitivo da cidade.



