Quatro start-ups portuguesas foram selecionadas para integrar um programa global da tecnológica Sage, focado em acelerar soluções com impacto ambiental e económico.
A escolha levanta um sinal claro: Portugal está a ganhar peso no ecossistema de inovação ligado à sustentabilidade.
As empresas Builtrix, Emissium, GreenDash e Empresta AI fazem agora parte do Sage Impact Entrepreneurship Programme, desenvolvido em parceria com a Village Capital, que apoia projetos nas áreas da descarbonização, eficiência energética e economia circular.
Mais de 380 candidaturas e forte crescimento
O programa recebeu mais de 380 candidaturas nesta edição — um crescimento de 85% face ao ano anterior. No total, foram selecionadas 55 start-ups de vários países, incluindo Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos.
As empresas escolhidas vão ter acesso a:
- mentoria especializada
- formação intensiva
- financiamento sem cedência de capital
- ferramentas tecnológicas da Sage
O objetivo é acelerar soluções capazes de responder a desafios globais, numa altura em que as exigências ESG estão a pressionar empresas e mercados.
O que fazem as start-ups portuguesas
As quatro empresas nacionais destacam-se por atuar em áreas críticas:
- Builtrix (Lisboa) – analisa dados ambientais para apoiar estratégias de descarbonização
- Emissium (Lisboa) – ajuda a reduzir custos energéticos e emissões com previsão de preços e intensidade carbónica
- GreenDash – desenvolve plataforma ESG com inteligência artificial para PMEs
- Empresta AI (Coimbra) – promove economia circular através de partilha e aluguer de bens
Sustentabilidade virou negócio (e pressão)
Num contexto em que empresas são cada vez mais obrigadas a reportar impacto ambiental, estas soluções deixam de ser “opcionais”. Passam a ser ferramentas essenciais para sobreviver no mercado.
A própria Sage assume que o programa pretende apoiar empresas com impacto mensurável, numa lógica que junta crescimento económico e responsabilidade ambiental.
Oportunidade — e posicionamento estratégico
A participação destas start-ups não é apenas simbólica. Funciona como validação internacional e pode abrir portas a investimento e expansão global.
Mas também revela uma tendência maior: Portugal está a posicionar-se num setor onde a procura vai disparar nos próximos anos.
A questão já não é se estas soluções vão crescer.
É quem vai liderar — e quem vai ficar para trás.




