Visita técnica percorreu intervenções em Modivas, Fajozes e na Avenida da Liberdade; ações integram o projeto Bosques Norte Litoral e o Plano Municipal de Ação Climática 2025-2050
A Câmara Municipal de Vila do Conde promoveu, na manhã desta quinta-feira, 11 de junho de 2026, uma visita técnica guiada para assinalar o sucesso das suas políticas de reflorestação. O concelho alcançou o marco histórico de mais de 3.000 árvores e arbustos autóctones plantados num período de dois anos (entre 2024 e 2026), reforçando a resiliência ecológica do território face à crise climática.
A comitiva, liderada por técnicos municipais e autarcas, percorreu locais estratégicos como os nós de acesso à autoestrada A28 em Modivas e Fajozes, terminando na Avenida da Liberdade. Estas áreas receberam intervenções integradas no projeto Bosques Norte Litoral e estão totalmente alinhadas com as diretrizes do Plano Municipal de Ação Climática (PMAC) 2025-2050 de Vila do Conde.
O balanço das duas fases de plantação
O projeto Bosques Norte Litoral tem sido o grande motor da transformação paisagística e ambiental das margens das principais vias rodoviárias do concelho. A meta das 3.000 espécies nativas foi atingida através de um plano estruturado em duas etapas:
- 1.ª Fase (Março de 2024): Arranque oficial do projeto com a introdução de mais de 1.500 exemplares de árvores e arbustos nas zonas de servidão rodoviária;
- 2.ª Fase (Abril de 2026): Por ocasião do segundo aniversário da iniciativa, foi executada uma mega-operação no Nó de Fajozes, culminando na plantação de 1.602 novas árvores. Esta ação contou com a mobilização de dezenas de voluntários civis e de equipas operacionais da concessionária Auto-Estradas Norte Litoral e da Universidade Católica Portuguesa, no âmbito do consórcio CRE Porto.
Novo Bosque Nativo nasce no coração periurbano da cidade
Além dos nós da A28, a comitiva visitou o mais recente pulmão verde da malha urbana: o Bosque Nativo da Avenida da Liberdade. Desenvolvido em parceria com o CRE Porto, este espaço foi desenhado segundo critérios modernos de ecologia urbana.
Ao introduzir vegetação exclusivamente nativa e adaptada ao clima local num contexto periurbano, a autarquia procura reter maiores índices de dióxido de carbono, reduzir as ilhas de calor provocadas pelo asfalto e criar corredores ecológicos que fixem aves e insetos polinizadores na cidade.
Com estas intervenções, o Município de Vila do Conde consolida o seu compromisso com a preservação dos ecossistemas locais, o aumento da biodiversidade, a melhoria da qualidade ambiental e a construção de um território mais sustentável, resiliente e preparado para o futuro.
Os munícipes, associações ambientalistas ou voluntários que pretendam inscrever-se nas próximas ações de plantação de outono, consultar o inventário das espécies autóctones utilizadas ou ler as metas completas do Plano Municipal de Ação Climática podem aceder ao balcão ambiental do Município de Vila do Conde.




