O lançamento do novo boletim municipal de Vila Nova de Famalicão, intitulado “efe”, suscita críticas.
Partidos da oposição e a Associação Portuguesa dos Media Digitais Online (APMEDIO) denunciam a publicação como propaganda financiada com dinheiros públicos, concorrência desleal à imprensa local e eventual ultrapassagem do quadro legal.
O município insiste que se trata de uma publicação institucional sem intenção de competir, mas a alteração de nome, design e conteúdos, agora centrados na promoção do concelho e dos seus protagonistas, alimenta o debate.
A APMEDIO apresentou queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, alegando que o boletim assume estilo de jornal generalista e ocupa o espaço mediático local com recursos públicos.
O presidente da concelhia do PS, Eduardo Oliveira, lembra que os órgãos de comunicação locais atravessam dificuldades e considera que a autarquia deve reforçar o pluralismo e apoiar quem informa diariamente.
Critica ainda o facto de o presidente da câmara dirigir a publicação e promete escrutinar custos.
O Chega fala em autocracia e desperdício; a Iniciativa Liberal estima um custo anual de 100 mil euros e sugere abater impostos. A CDU acusa a autarquia de autopromoção. A câmara reitera que o projeto não substitui jornais independentes.



