Braga vai avançar com a primeira fase do Parque das Sete Fontes, um projeto ecológico e cultural que vai nascer em torno do Monumento Nacional das Sete Fontes.

A intervenção cobre 8,6 hectares e marca o arranque de um plano que promete unir património, natureza e espaço público (ver aqui).
A Câmara Municipal explica que este é o resultado de “anos de trabalho na proteção e valorização deste sistema hidráulico do século XVIII”.
Entre as medidas que travaram a urbanização descontrolada, o município recorda a suspensão do PDM em 2014, a anulação da Variante de Gualtar e a criação de medidas preventivas para salvaguardar o património.

O plano urbanístico agora apresentado baseia-se em critérios de sustentabilidade e integração ambiental.
A autarquia já garantiu 18,6 hectares de terrenos — cerca de 70% da área total prevista — através de negociações com proprietários e de uma estratégia de longo prazo.
O projeto prevê uma ligação harmoniosa com o Hospital de Braga, fruto de um acordo recente entre as duas entidades.

O presidente da Câmara, Ricardo Rio, destacou a importância da obra e anunciou que o concurso público será lançado em breve. “Esta primeira fase vai focar-se em ações que melhorem o acesso, a circulação e a segurança, preservando o monumento e tornando o espaço mais atrativo”, afirmou.
Com um investimento de 1,5 milhões de euros, esta etapa pretende criar condições para que os bracarenses redescubram as Sete Fontes como um espaço de lazer, natureza e prática desportiva. “É um projeto que nasce do esforço coletivo e de uma visão comum de sustentabilidade e respeito pelo património de Braga”, sublinhou o autarca.
O Parque das Sete Fontes promete tornar-se num dos grandes pulmões verdes da cidade e num novo ponto de encontro entre história, cultura e ambiente.





