Vários incêndios rurais registados esta noite de sexta-feira no Minho colocaram meios dos bombeiros no terreno, com ocorrências em Vila Verde, Montalegre e Arcos de Valdevez.
Apesar da dispersão geográfica, todos os casos tiveram origem em zonas de mato – resultante de queimadas – e foram dominados.
Vila Verde com vários focos
Ao início da noite, em Vade (Penascais), Vila Verde, um incêndio mobilizou 10 operacionais e 3 viaturas, tendo sido dado como concluído cerca de uma hora após o alerta inicial, registado pelas 20h31. O risco de incêndio na zona era classificado como moderado.
Também no concelho de Vila Verde, na zona de Sande, Vilarinho, Barros e Gomide, outro foco deflagrou ainda durante a tarde.
Vila Verde: Fogo controlado para travar grandes incêndios antes do verão
O alerta foi dado às 12h13 e o incêndio chegou a estar em curso durante várias horas, envolvendo 6 operacionais e um veículo, antes de entrar em fase de resolução e posterior conclusão já ao final do dia.
No distrito de Viana do Castelo
No Alto Minho, o cenário foi mais exigente. Em Arcos de Valdevez (Senharei), o fogo mobilizou 15 operacionais e 5 meios terrestres, tendo entrado em resolução já depois das 22h. Outro incêndio na mesma região, em Cabana Maior, contou com 14 operacionais, enquanto em Padroso (Lg Colónia) o dispositivo chegou aos 18 operacionais e 5 veículos.
No Parque Nacional da Peneda Gerês
Fora do Minho, e mais a interior, em Montalegre (Cabril, Xertelo), um incêndio com início às 21h01 mantinha-se ainda em curso à última atualização, com 4 operacionais no terreno. A origem do alerta foi atribuída a sapadores florestais.
Todos os incêndios tiveram origem em áreas de mato, um padrão típico nesta fase do ano, ainda antes do pico do verão, mas já com condições propícias à ignição.
Apesar do número elevado de ocorrências, não há registo de vítimas nem de danos em habitações, sendo que o risco de incêndio variou entre moderado e reduzido nas diferentes localizações.
Este conjunto de ignições no mesmo dia reforça o alerta das autoridades: a época de incêndios pode estar a antecipar-se, exigindo maior vigilância, sobretudo em zonas rurais e florestais do Norte do país.




